Arquivo para Setembro, 2008

Explicações

Quase uma semana sem postar nada aqui, não teve Gossip Girl, One Tree Hill, Fringe, The Big Bang Theory, e muitas outras coisas que eu sempre posto aqui.

Explico: Estava em semanas de provas e tive um problema na minha conexão wireless, e como estava estudando pra caramba, deixei isso pra resolver depois. Assim como uns episódios que ainda não vi.

Isso quer dizer que vocês podem esperar atualizações por aqui em breve ? Não !

Tô me sentindo meio desconfortável com a maneira que tenho levado o VeS. Ele tá me sufocando, me deixando sobrecarregado. Sou obrigado a assistir aos episódios no dia que saem, e sair correndo pra escrever sobre ele, o que faz com que nem sempre minha opinião seja boa (tem episódios que temos que ver mais de uma vez para julgá-lo).

Isso quer dizer que eu vou parar com o VeS ? Não !

Mudanças vão acontecer sim, mas não é o caso de fechar o site. Adoro ele e adoro vocês. Vão haver mudanças na estrutura, no conceito do site, na aparência, e sobretudo na forma como lidarei com as séries.

Vou parar de escrever que um episódio foi ruim, se foi ruim, nem aparece. Vou dar destaque pras coisas boas da semana, e vou focar cada semana um review no “Melhor da Semana”, e o resto vou postando com o tempo. A pressa é inimiga da perfeição.

Portanto, esse é o último post meu no VeS.

Aguardem, pois em muito breve, o BLOG do Thiago entra no ar!

PS: A mudança na estrutura e no nome não muda a essência do blog, portanto, fãs do Ves, continuem entrando no BLOG do Thiago.

Emmy em tempo real

Vou postar aqui o que está rolando na entrega do “Oscar da Televisão”, com pequenos comentários sobre os vencedores. Os comentários “mais profundos” deverão vir durante a semana.

MELHOR ATOR COADJUVANTE DE COMÉDIA:

Vencedor: Jeremy Piven (Entourage)

Comentários: Sem muito a dizer. Não assisto Entourage (nunca vi nem um mísero episódio), mas deve merecer, pois se não me engano, também ganhou o ano passado. Esperava muito que Neil Patrick Harris levasse. (Decepção para mim).

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM COMÉDIA:

Vencedora: Jean Smart (Samantha Who ?)

Comentários: Muito bom. Samantha Who? é sensacional, e ainda comentarei sobre a série aqui. Sam é espetacular, mas sua mãe também (Jean). Merecia muito.

(Não tinha muitas apostas nessa categoria, mas por um momento, desconfiei que Amy Poehler ganharia)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA:

Vencedor: Zeljko Ivanek (Damages)

Comentários: Merecia. Damages é sensacional (e deve sagrar-se a maior ganhadora da noite), e Zeljko estava muito bem em seu papel. Alguma coisa me dizia que ele ganharia, mas ainda torcia por Michael Emerson (Lost), que pra mim merecia desde o ano passado. Não foi dessa vez para o Ben.

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA:

Vencedora: Dianne Wiest (In Treatment)

Comentários: Nenhum. Não assistia In Treatment, mas os comentários de quem assistia a série eram os melhores possíveis, acredito que tenha sido uma boa decisão.

(Não era a vez da Chandra ?)


IMPORTANTE: Algumas categorias serão desconsideradas, pelo menos por enquanto, para que esse post seja curto, já que ele não será o único de comentários do Emmy.

MELHOR DIREÇÃO DE SÉRIE DE COMÉDIA:

Vencedor: Pushing Daisies (Barry Sonnefeld)

Comentários: Único Primeiro prêmio para Pushing Daisies que mesmo com 9 episódios é uma das melhores séries da temporada passada. E merece incrivelmente, pois a direção da série é sublime.

MELHOR ROTEIRO EM SÉRIE DE COMÉDIA:

Vencedor: Tina Fey (30 Rock)

Comentários: Não imaginei que ninguem merecia mais que ela, que faz um trabalho fantástico em 30 Rock, é uma roteirista fantástica, atriz fantástica…. Bem, Tina Fey é fantástica em tudo.

MELHOR DIREÇÃO EM DRAMA:

Vencedor: House (Greg Yaitanes)

Comentários: O penúltimo episódio da temporada foi muito repercutido aqui em casa, e foi o que deu o prêmio à série. Não sei, ainda não cheguei lá (nesse episódio) para poder julgar esse prêmio.

MELHOR ROTEIRO EM DRAMA:

Vencedor: Mad Men

Comentários: Finalmente Mad Men leva um prêmio, de tantos aos quais foi indicada. O roteiro de Mad Men é realmente sensaciona, não pude acompanhar a série toda, mas dos 6 episódios que já vi, posso garantir isso. Se o prêmio foi justo ? Preciso de um tempo pra refletir.

ATOR EM COMÉDIA:

Vencedor: Alec Baldwin (30 Rock)

Comentários: Merecidíssimo. Torcia muito por ele e em nenhum momento imaginei resultado diferente. Ver 30 Rock ganhando tantos (?)  prêmios é ótimo. Ja foi Tina Fey e agora Baldwin. A série é fantástica, os dois são fantásticos, tudo perfeito.

ATRIZ EM DRAMA:

Vencedora: Glenn Close

Comentários: Se não fosse Glenn Close, deligaria a TV, iria dormir e perdia toda a minha (pouca) credibilidade no Emmy. Ele é sensacional, está sensacional de Damages. Aliás, Damages é sensacional por causa dela, ela é a alma da série. MERECIDÍSSIMO !!!

ATOR EM DRAMA:

Vencedor: Bryan Cranston

Comentários: Surpresa. Imaginei que (finalmente) daria Hugh Laurie. Mas Cranston está tendo seu incrível trabalho reconhecido. Mereceu !

ATRIZ EM COMÉDIA:

Vencedora: Tina Fey

Comentários: Já cansei de elogiar (nesse post mesmo) Tina e 30 Rock. Mas essa é uma categoria que não achei justo que ela ganhasse. Ela merece ? Sim, muito. Mas não acho que ela tenha superado Chritina Applegate (Samantha Who ?). Assim como Glenn Close, ela é a alma da série dela. E se SW? foi esse sucesso absoluto, é em grande parte por ela, que merecia muito esse prêmio.

SÉRIE DE COMÉDIA:

Vencedora: 30 Rock.

Comentários: Merecidíssimo. Já elogiei tnto 30 Rock aqui que nem vou falar muito, para não ser repetitivo. Mas o nível que a série chegou, em seu roteiro é incrível. E é bom que o Emmy tenha valorizado isso. Seus 4 prêmios na noite mostram isso.

SÉRIE DE DRAMA:

Vencedora: Mad Men

Comentários: Esperado demais. A série é boa, mas pra mim não era a melhor não. Depois de muita dúvida nesse meu coraçãozinho, tinha decidido que a mais merecedora do prêmio era Damages. Fazer o que ?

Bem, é isso ! E assim encerra-se mais um Emmy. Durante a semana, posts de comentários, e até o próximo!

Gossip Girl – 2×03 – The Dark Night

Essa semana One Tree Hill conseguiu me emocionar completamente, com um dos melhores episódios da série. E se em Tree Hill foi necessário uma morte para que a série voltasse a encantar, em Upper East Side bastou um blecaute para que Gossip Girl melhorasse consideravelmente.

Tudo o que sempre houve de melhor em Gossip Girl estava presente nesse episódio: fofocas, intrigas, manipulações, Chuck, Blair e etc. Depois de uma premiere boa e um 6×02 terrível, podemos ver uma luz no fim do túnel com esse 6×03.

Se no 6×02 havia indícios de que a antiga Blair Waldorf estivesse voltando, nesse há a concretização desse retorno de B. Ela volta com tudo, manipulando, jogando, soltando suas indiretas (colocou a pulga atrás da orelha de Serena), dando uma festa (mas uma para Manhattan não esquecer), tirando proveito, etc. Enfim, a nossa odiada amada Bitch-Blair está de volta, então tenha cuidado quem cruzar o seu caminho.

Com Blair em evidente destaque, espera-se também que Chuck Bass divida os holofotes da série com ela, e de forma meio tímida, é o que acontece. Chuck ainda não está 100%, ainda sobram vestígios do Chuck visto no último episódio, mas mesmo assim, ele já mostra suas garras. Blair comanda atualmente, mas é bom se preparar, pois Chuck vem correndo por fora.

(Quando os dois voltarem ao seu máximo, talvez a série também volte ao seu.)

Nem mesmo a história de Nate foi chata. Vanessa – que faz um bem considerável a ele – participou efetivamente do drama vivido por ele durante as férias e deu um gás naquela história sem graça que vínhamos vendo desde que estreou a 2ª temporada. Outra história que ganhou um gás foi a de Jenny. Ela sempre foi muito chata na série, mas desde que começou a 2ª Temporada, ela tem evoluído muito, chegando a um ponto de maturidade que nem seu irmão chegou. Parabéns Little J.

Quanto a Dan e Serena, tudo foi como sempre: um porre. Eles definitivamente são o casal mais chato da TV. Tomara que esse fim dê outra perspectiva aos personagens. Todo o drama dos dois – salvo raros momentos – foi muito chato. Eles poderiam ter terminado o namoro na primeira cena que não alteraria em nada no episódio. Criei demasiada expectativa na cena do elevador que acabou nem dando em nada, uma pena ! Cena boa foi a do parque, quando as três garotinhas os abordam e mostram para quem torcem, uma cena bem Gossip Girl – onde se vê a essência da série.

Gossip Girl está de volta – que saudade das fofocas -, e com ela, a incrível (voz da) Kristen Bell …, Ahhhh, que maravilha !

You know you love her…. X.O.X.O, Gossip Girl !

90210 – 1×04 – “The Bubble”

É engraçado como uma série que estreou com tantos clichês conseguiu se livrar deles rapidamente, desde o episódio da semana passada eles são praticamente raros, e esse é um grande ponto para o sucesso de 90210.

A série é boa, tem personagens carismáticos, uma ótima fotografia (os caps de Beverly Hills são incríveis), uma boa trilha sonora, um bom roteiro, ou seja, é uma série boa. 90210 não tem nada de excepcional, nada de grandioso, apenas um roteiro bom, que a faz manter o nível, mas cada vez que eu assisto a um episódio, eu sinto que ela tem algo a mais, alguma coisa que a diferencia das outras. Ta muito cedo ainda para eu saber qual é o “algo a mais” de 90210, mas eu sei que ele existe, pois não me engano com isso (a última série que me deu essa sensação foi The OC).

Sobre o episódio, como dá pra perceber acima, ele conseguiu se manter na média dos últimos, foi bom sem ser espetacular.Os personagens ganham cada vez mais profundidade, assim como a história vai desenvolvendo suas primeiras tramas. O tempo de execução da série é espetacular, as cenas duram o tempo necessário, de forma que o episódio não fique cansativo.

Como bem sabem (quem acompanha o VeS), não assisti Beverly Hills 90210 (Barrados no Baile), mas dou um destaque imenso aqui para os veteranos. Brenda mostrou uma maior importância nesse episódio (até então ela era só a amiga da Kelly), e eu estou pressentindo que ela vai causar alguma confusão. Kelly eu acho simplesmente sensacional. Não sei qual era o seu papel em Beverly Hills 90210, mas eu sei que nessa nova série, ela é fundamental. A cada episódio, aguardo ansiosamente pela próxima cena de Kelly e Ryan.

Annie é bem chatinha, e tão apagada que dá até dó – sou eu que implico com as protagonistas ou elas são todas chatas mesmo ? -, Dixon tem um potencial enorme, mas nunca chega lá. Até em um episódio que ele promete ser destaque, ele fica meio apagadinho – que pena ! -. As personagens mais sensacionais continuam mesmo sendo Kelly, a sempre incrível Tabitha Wilson e Silver – que esteve beeem apagadinha nesse episódio. Acho que nunca falei de Ethan aqui, também, ele é tão insignificante para a história, ele sempre parece estar desatualizado com os dramas do amigo, como se tivesse uma série só sua. E Naomi ? AnnaLynne McCord teve aulas de interpretação ? Essa semana até que ela foi boazinha.

E o pai do filho da Kelly é o………. DYLAN ! Ta ! E daí ? Acho que esse foi um tipo de drama criado para agradar aos expectadores de Beverly Hills 90210, uma vez que essa descoberta não mudou em nada – para mim – no episódio, ou na série. Prefiro mil vezes a Kelly com o Prof. Ryan – mesmo não conhecendo o Dylan. Pelo menos eles sacaram que continuar com o “mistério” era inútil e revelaram logo.

Gostei muito de 90210, o meu problemas as vezes é ser crítico demais com a série. Sempre assisto aos episódios com quatro pedras na mão. Mas acho que ela merece que eu simplesmente curta assisti-la, já que ela me mostrou que vem mantendo um bom nível desde então, e que consegue ser boa, mesmo sem ser inovadora ou surpreendente.

Acho que estou começando a amar Beverly Hills.

P.S.: Cada vez mais viro um fã de Tabitha Wilson e de Jéssica Walter. Ela é sensacional.

P.S. 2 : Por incrível que pareça, senti saudades de Navid no episódio. Não tinha dado muito valor ao personagem até então.

One Tree Hill – 6×03 – Get Cape. Wear Cape. Fly.

PERFEITO, essa é a única palavra que descreve esse 6×03 de One Tree Hill.

É incrível ver como depois de 6 temporadas One Tree Hill ainda consegue nos surpreender com um episódio sensacional. E o único motivo desse episódio ser sensacional, é porque nele podemos ver a essência de todos os personagens da série. Desde os mais antigos, como Brooke, Nathan, Haley, Lucas e Peyton, até o pequeno Jamie Scott. É ruim o fato de que precisamos de uma morte para que pudéssemos presenciar tais momentos, mas há males que vem pra o bem. O 6×03 de One Tree Hill veio para mostrar que, mesmo após 6 temporadas, a série ainda tem fôlego, graças a personagens magistralmente escritas.

O episódio, embora tenha sido perfeito, no geral, teve alguns erros em sua execução. Esse episódio não era para ter cenas do Dan e da Nanny Carrie, pois tais cenas quebraram todo o ritmo do episódio e, NÃO, a história da Nanny Carrie ter perdido um filho não me comoveu nem um pouco, me parecendo um drama forçado, entre tantos outros que aconteciam no episódio. Alguns outros erros do episódio foram: algumas partes do episódio que se desenvolveram de forma muito lenta, deixando o episódio ter dramas longos que poderiam muito bem serem resolvidos em cenas de 3 minutos, no máximo. E aquele micro- flashback do Nathan, onde seu pai o manda beijar o bisavô foi a coisa mais desnecessária que eu já vi em todos os episódios de One Tree Hill, poderia muito bem ter deixado aquilo no contexto da conversa. Mas esses erros tornaram-se coisas minúsculas, dada a grandiosidade do episódio.

O drama de Brooke Davis continuou em evidência no episódio. Mas, assim como a própria B. Davis, ele ficou em segundo plano, em prol de um problema maior. É incrível ver como ela continua a mesma pessoa de sempre com os amigos, mesmo tendo recuperado algo da antiga Brooke, mas essa, quem vai lidar com ela é Victoria. Foi incrível a cena entre ela e Nathan. Os dois são meus personagens favoritos da série, e fico muito triste com as pouquíssimas cenas unicamente deles (que são raríssimas) que aparecem na série. Espero que Nathan decida mesmo ajudar Brooke, para que possamos ver mais de Sophia Bush e James Lafferty juntos em cena.

Adorei ver como Nathan e Haley encararam a notícia, e como eles passaram isso para o Jamie. A família Scott é perfeita, e a união deles é o que ajuda muito nesses momentos. Eles não passam por nada assim desde a morte do Keith. E além do mais, tinham uma relação bastante estreita com Quentin. No geral, gostei muito de como eles lideram com essa tragédia, tanto no âmbito familiar, quanto na vida profissional.

Vale destacar a excelente interpretação da atriz que fez a mãe do Quentin. Ela foi brilhante em cena, quando Nathan, Haley, Skills e Lucas foram visitá-la. Consegui perceber a dor que ela realmente sentia, e até senti um arrepio quando ela diz que nunca vai esquecê-lo. Emocionante. Quem melhorou também como ator foi Antwon Tanner (Skills), a sua cena no final do episódio, onde ele chora na quadra também foi emocionante. Peyton para mim, nesse episódio pareceu apática demais. Ta bom que o relacionamento dela com o Quentin era quase nulo, mas até a Brooke mostrou absorver o sofrimento dos amigos. Chad (Lucas) mais uma vez mostrou o quão péssimo ator é, e não acrescentou em nada no episódio (talvez seja por isso que Peyton estava tão apática, afinal, de quem ela ia absorver sofrimento?). E por último Samantha. Ela surgiu em um momento bom, mas é uma personagem fraca. Ela é simplesmente a versão feminina do Quentin. A garota má que a Haley vai ajudar. Espero que Mark reserve uma surpresa pra ela, senão ele terá trocado seis por meia-dúzia. Mas vale destacar o texto lindo que é narrado por ela durante o episódio.

E para encerrar: Jamie. Desde o final do último episódio eu já esperava um show do Jackson Brundage (intérprete do Jamie) para esse episódio. E ele não me decepcionou. A pessoa que disser que esperava mais, está querendo demais de uma criança de 5 anos. Jamie não entende a morte como seus pais ou tios. Ele sente a dor, e chama atenção para isso no fim do episódio, quando faz questão de ir ao enterro, mas a sua dor é algo incompreensível para um adulto. Ele não tem a necessidade de expor esse sentimento, mesmo porque, a falta do Q ainda não foi sentida, ele apenas percebe um vazio. Quem perdeu familiares próximos nessa idade pode dizer o quão verossímil foi a interpretação do Jackson naquelas cenas. Ficaria falso se ele passasse o episódio todo chorando, trancado no quarto. Essa é a primeira experiência de perda que Jamie passa em sua vida (ele não era vivo quando Keith morreu), mas isso não quer dizer que ele não tenha passado pelos estágios do pesar, mas simplesmente, as crianças chegam a aceitação mais rapidamente. As cenas mais fantásticas do episódio são cenas em que ele está presente: toda a continuidade da cena do balanço (que termina com ele entregando a camisa de Q para o seu irmão), a cena em que ele vai se arrumar, para ir ao enterro de Quentin e a mais espetacular de todas, a cena dele com Brooke, no final do episódio, mostrando o seu pesar pela morte de Quentin, quando todos já foram e ele coloca a capa (o último elo dos dois) sobre o caixão. (Parabéns novamente a Sophia Bush. Aula de interpretação)

Resta saber agora se o próximo episódio vai manter o nível incrível que esse atingiu, ou se Mark (como de costume) vai vir com situações extremamente forçadas e vai acabar com o momento mágico que esse 6×03 atingiu.


P.S.: Não poderia deixar de citar a excelente trilha sonora do episódio, por Matthew Ryan.

Gossip Girl – 2×02 – “Never Been Marcused”

Gossip Girl começou muito bem, mas caiu muito no seu segundo episódio, descobri que essa é uma das séries que não se pode elogiar. Que episódio mais chato ! Um roteiro fraco, manjado, cheio de clichês (irritantes), com um desenrolar de trama sonolento, e cenas altamente previsíveis. Pegaram personagens bons e os transformaram em ruis, e pegaram os ruins e os transformaram em insuportáveis.

Chuck perdeu toda a sua graça, se tornando uma versão rica e ciumenta do Dan (Ta ! É exagero). Mas sério, a relação Chuck-Blair, que estava sendo usada de uma forma tão produtiva pelos produtores desandou demais, ficou uma coisa chata, acabando com os personagens que pertencem à ela, e nesse episódio, muito mais ao Chuck.

Tô de saco cheio dessa família real nessa história. O lorde e chato e a duquesa é insuportável. O caso do Nate com a duquesa é a coisa mais trash que eu já vi em séries teens (e trash de um jeito ruim), e aquele lorde dá vontade de dar um tiro na cabeça toda vez que ele aparece.

Dan e Serena chegaram ao cúmulo do insuportável. Quando pensamos que uma coisa já está ruim o suficiente, eles conseguem (por incrível que pareça) piorar. Mas me dá alegria de saber que pior que isso não fica (porque é impossível). A única coisa que salvou foi a cena da Serena comendo aquele melancia morango no ônibus. OMFG! Ai meu pobre coração !

A única coisa que salvou a série de ser excluída permanentemente da minha lista de séries foi a Blair. Claro que ainda ta longe de ser aquela Blair da primeira temporada, mas já está chegando muito perto. Ela dizendo: “Foi só mostrar a ela quem eu sou que deu tudo certo” me fez dar um sorriso (ao menos) no episódio.

Porque Gossip Girl é uma série que tem tanto potencial, mas nunca decola ?

Seriamente, nem crio expectativas em torno do 6×03.

One Tree Hill – 6×02 – “One Million Billionth of a Millisecond on a Sunday Morning”

FRASES DO EPISÓDIO:

“E eles achavam que a última babá era maluca!” – Jamie

“Seu plano é uma droga!” – Dan

“Quer uma bebida ou eu espero você pedir a Brooke em casamento?” – Skills

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Como é bom ter One Tree Hill de volta. Principalmente o antigo One Tree Hill. Tempos de Lucas Scott escondido no Karen’s Café, brincando de mini-golf com Haley, sentindo-se contra o mundo. E foi assim que me senti com o começo desse 6×02. O início, com Lucas falando de como a mãe dele brigava com ele quando pulava na cama, intercalando as imagens dele com as de Jamie pulando na cama, me fizeram sentir-se assustadoramente em casa. É incrível como, em vários momentos, sinto como se a história de Lucas se repetisse com Jamie (dadas as enormes diferenças, claro). Mas quem não confunde, algumas vezes, Lucas, Karen e Keith com Jamie, Haley e Lucas ?

O primeiro episódio dessa sexta temporada tinha como foco central a escolha de Lucas e a continuidade do atropelamento de Dan (tramas do Season finale da quinta temporada), e por causa disso, muitas outras coisas ficaram apagadas naquele episódio. Entre tantas outras, o casal Naley quase não apareceu. Mas o “erro” cometido naquele episódio não aconteceu nesse. Lucas e Peyton foram deixados “de lado” (ótima jogada do Mark, que não enjoa a imagem do casal), e outras tramas tiveram destaque, principalmente a do casal mais completo da série. Vimos Nathan e Halley exercendo suas profissões, Nathan correndo atrás do seu sonho e percebendo que não será tão fácil como imaginado. Vimos eles voltando a se relacionar com o meio social em que vivem: alunos/jogadores, amigos e parentes. E tivemos como brinde, uma cena brilhante dos dois na RiverCourt.

O episódio também dá continuidade ao drama de B. Davis, que promete render muito ao decorrer da temporada (afinal, para que aprender a atirar? Não bastava contratar seguranças ?). E o melhor é ver Sophia Bush mostrando todo o seu talento em cena (embora com o rosto arrebentado machucado – COITADA!). Brooke é sem dúvida nenhuma, a melhor personagem de OTH, com a maior evolução no decorrer dessas 5 temporadas, e qualquer drama – mesmo um meio pesado como esse – é bom para ver a personagem crescer mais ainda. Brooke está com razão de ter raiva do mundo, de sentir-se deprimida, de repensar a vida, de procurar onde errou. Ela, por mais que pareça uma super-heroína em alguns momentos, é humana e merece esses momentos de depressão para poder ver sua vida e tentar corrigir seus erros e recomeçar.

Dan voltou a falar e, com isso, voltou também a ser fantástico. Sabia que Nanny Carrie iria se desmanchar toda quando Dan voltasse a usar toda sua eloqüência para fazer seus joguinhos psicológicos. Em todas essas cenas, é ótimo ver o nível de atuação dos atores envolvidos (eu realmente subestimei Nanny Carrie), mas não a história em si, pois é uma coisa repetida (ou só sou eu que me lembro de PsicoIAN quando vejo essas cenas?).

O casal Deb e Skills está longe de ser uma boa jogada do Mark. Os dois renderiam muito mais se estivessem suas histórias separadas, mas a cena da conversa onde Deb vai pedir conselho a Skills até que foi muito boa. Também foi bom ver Deb indo ajudar Brooke nesse momento tão ruim de sua vida. E saber que Deb foi a primeira pessoa que Brooke procurou (e não acredito que tenha sido apenas por causa da arma. Tinha outros meios da Brooke conseguir uma.).

Mas a verdade é que, todo o episódio, teve apenas uma função: a despedida de Q. O personagem teve mais destaque do que jamais teve em um único episódio da série, e no decorrer do mesmo, ele vai se despedindo das pessoas para quem ele tinha mais valor: Jamie, quando lhe entrega a sua caixinha; Haley, quando fica para fazer a prova de literatura e tem uma conversa sincera com a professora; e Nathan – talvez a mais emocionante – quando cada um dá crédito ao outro, pelo avanço que passaram na temporada passada. O que tinha tudo para ser perfeito vai por água abaixo quando vem aquela cena – ridícula – da morte de Q. Muito sem noção ele ir pagar a conta lá da gasolina e o ladrão simplesmente matá-lo. Parece que Mark só queria se livrar do personagem mas nem planejou direito uma morte mais digna para ele. Cena desnecessária de uma morte mais ainda.

Para finalizar, vou falar de Jamie. A cada episódio me certifico mais ainda de que ele é o melhor ator do elenco, e uma das melhores coisas da séria atualmente. Nesse episódio não foi diferente. Algumas coisas memoráveis vieram por sua causa, tipo o “grandpa Skills”, ou ele medindo as orelhas quando Nathan o chama de orelhudo, ou ele contando pro Lucas que o seu pai não gostava dele, ou até mesmo ele perguntando para ele se ele já amou sua mãe ou a tia Brooke, ou – melhor ainda – quando ele pergunta ao Lucas se quando ele se casar ele terá que carregar as alianças e ao que o Lucas responde não ele diz: “Ótimo. Porque da última vez não deu muito certo mesmo”. Sei que ele terá muito mais destaque e mais uma chance de mostrar o seu talento no próximo episódio, quando descobrir a morte de Q.

P.S.: Ridículo a Peyton acreditar naquela história da Brooke de que caiu da escada. Eu acho que ela estava tão feliz que não percebeu os problemas das pessoas ao seu redor. Mas tomara que eu esteja errado, pois isso seria enormemente egoísta da parte dela, principalmente com a Brooke, que já fez tanto por ela.

P.S. 2: Tenho que assumir que ri um bucado na hora qua a Brooke fala pra Peyton que tava daquele jeito porque tinha brigado com a Lindsey. B. Davis consegue ser incrível até nos momento mais tristes.

Séries Teens

Gosto muito de séries teens, quem acessa o VeS percebe muito bem isso. Assisto One Tree Hill, Gossip Girl, Greek, 90210, Privileged, e algumas já canceladas. Mas é exatamente por adorar séries teens que digo uma cois: ESTOU DE SACO CHEIO DELAS !

O MEU Fall Season até agora se resume a, apenas, séries teens. Nada de Chuck, Pushing Daisies, Lost, Dexter, The Big Bang Theory ou Samantha Who ?

E como todas séries teens seguem um mesmo perfil, eu preticamente, me sinto vendo a mesma coisa pela milésima 4ª ou 5ª vez. Não vou abandoná-las - NUNCA -, mas achei justo dividir isso com vocês.

P.S: One Tree Hill e Gossip Girl ainda não tiveram suas reviews pois precisei ver os episódios algumas vezes mais para fechar uma opinião acerca delas. Amanhã, sem falta, as duas estarão aqui.

90210 – 1×03 – “Lucky Strike”

Depois de muita expectativa acerca da estréia, de um (dois, na verdade) muito bom, 90210 volta para a sua segunda semana (3º episódio) com uma noticia não muito boa para a CW, a série caiu 33% em audiência, em comparação a primeira semana. Mas não entendo o motivo, pois o episódio não foi ruim, teve sim seus momentos forçados, mas no todo, foi muito bom.

Para começar, vamos falar das “partes ruins do episódio”: alguns clichês ainda sobreviveram: a adolescente descobrindo a infidelidade do pai, que é encoberta com “mimos”, que fazem a mãe ficar calada; o romance bobo de dois professores que parecem adolescentes, agravado pelo drama “não sei se você está pronto para conhecer meu filho”; e os pais que sentem que estão perdendo os filhos e tentam de forma desesperada prendê-los a eles, mas que no final descobrem que deixá-los livres é melhor. Esses são os únicos clichês do episódio (considerando a quantidade absurda dos primeiros). Os episódios da semana passada estavam cheios de clichês, mas a diferença é que se naqueles eles pareceram “bonitinhos”, nesse episódio, eles incomodam, e muito, principalmente pelo fato de ainda existirem. A diferença é o tratamento diferenciado dado a eles. Embora algumas cenas fossem previsíveis, os finais eram surpreendentes. Aí está um grande diferencial de 90210, e com isso, a série sobe uma estrelinha no meu conceito. Os poucos clichês usados no episódio, foram usados de propósito, para os produtores “brincarem” com a gente.

Acho que daqui para frente, a série tem que tomar cuidado com uma coisa: o romance de Kelly e Mr. Matthews, há uma linha tênue dividindo-o entre “bonitinho” e “chato”. Cuidado pra não fazerem os únicos adultos do elenco parecerem adolescentes. (Eu gosto do casal, por enquanto, mas tenho medo do futuro deles).

Até aqui falei das partes ruins do episódio, mas agora vou falar das boas – Que graças à Deus foram muitas. O grande destaque do episódio foi Silver e seu drama particular. A forma como sua história foi contada e a interpretação de Jéssica Stroup deu algo a mais para a trama. O que fez com que ela se destaque incrivelmente com relação ao resto do elenco. Fora que Silver e Kelly (Jennie Garth) – que também é brilhante em cena – fazem uma dupla perfeita. Então, esse já pode ser o primeiro gancho da série – já que eu torço para que não dêem muito destaque para a história de Naomi -. A família Wilson, mesmo passando por um drama (ao menos aos olhos de Debbie) consegue ser fantástica. As cenas do boliche foram leves e descontraídas, e o tempo voava quando você as assistia.

Quanto a atuação, troféu para Jéssica Stroup e Jennie Garth (citadas acima), pois salvaram o episódio de ter apenas interpretações medianas. AnnaLynne McCord (Naomi) tem uma atuação incrivelmente forçada e amadora, tudo o que a personagem prometia nos primeiros episódio foi por água abaixo. – Mas adoro Naomi, que pode render muita coisa, se AnnaLynne não acabar com tudo.-  Ethan é sem sal. Annie sem graça e chata – além de indecisa. Ela está com o Ty e fica mordida de ciúmes ao ver Naomi e Ethan. – Dixon melhorou muito hoje, principalmente quando conta sua história à Silver.

Mas eu tenho certeza absoluta que os dramas da família Wilson seriam infinitamente mais divertido se contássemos com a presença de Thábita. Que falta a incrível Jéssica Walther fez nesse episódio.

Bem, 90210 começou muito bem, teve um na sua segunda semana um episódio tão bom quanto os primeiros. Tomara que vá mantendo o ritmo daqui pra frente. Pois, se ela já caiu na audiência, imagine quando concorrer com House, por exemplo. Torço muito pelo sucesso da série, que já mostrou ser ótima.

90210 – 1×01- We’re Not In Kansas/ 1×02- The Jet Set

É, no dia 02/09 tivemos uma das estréias mais esperada da temporada: 90210, a spin-off de (ou Barrados no BaileBeverly Hills 90210) finalmente teve seu primeiro (e segundo!) episódio exibido. A série teve diversas polêmicas antes da estréia. A começar pelo tempo em que foi produzida (os primeiros rumores surgiram em maio desse ano), o fato de colocar Shannen Doherty (Brenda) e Jennie Garth (Kelly) juntas novamente, a decisão do The CW de não exibir o primeiro episódio para os jornalistas (surgiu aí um boato de que a produção estaria atrasada), entre outras pequenas polêmicas. Mas foram exatamente as polêmicas – e uma divulgação de peso por parte do The CW – que fizeram de 90210 uma das estréias mais esperadas dessa fall season.

A princípio, vale destacar que nunca assisti Beverly Hills 90210, então encarei essa como uma nova série (o que de fato é), sem ligar para o nome que ela carrega. E o que eu vi me deixou muito feliz. Se tratando de uma série teen, vimos ali várias coisas já vistas antes em séries do gênero, sem nenhuma inovação. Mas pelo conjunto da obra (me refiro aos dois episódios), a série estreou muito bem, ultrapassando outras do gênero. Aliás, não lembro de nenhuma outra série teen que tenha tido um primeiro episódio tão completo, um episódio fechado, onde todos os personagens são apresentados satisfatoriamente, e onde é criada toda a base para continuarmos vendo a série.

O elenco está perfeito, e a interação entre os atores é fantástica. O texto é ágil, os personagens são bem carismáticos, ao fim do episódio parece que você já os conhece há uma temporada inteira. Ela é forçada (eles têm 15 anos gente!), cheia de clichês, frases-feitas, estereótipos, mas tudo em uma medida incrivelmente perfeita, de forma com que nada disso incomode. Conta com personagens com alguma profundidade (o que já é muito para um drama teen), uma trilha sonora satisfatória – a série já me ganhou ao começar com “Viva La vida”, do Coldplay – e uma direção de fotografia incrível – os caps de Beverly Hills foram perfeitos.

Os defeitos são alguns já previsíveis: colocar atores de 20 e poucos anos interpretando personagens de 15, história meio previsível, clichês o tempo todo, excesso de músicas no episódio (empolgaram demais e quase emendavam uma música na outra) – considere aqui também o sinal “do recreio” – entre algumas outras coisas.

Erin “Silver”, Naomi Clark e Tabitha Wilson foram os maiores destaques do episódio e, por enquanto, minhas personagens favoritas, sendo que a vovó Wilson dispara na frente das outras, ela é fantástica !

Bem, no geral a série é muito boa, já tem alguns personagens que para mim ficarão marcados, assim como algumas cenas – como a festa da Naomi e o tapa dela em Ethan, e, se manter o mesmo nível, promete muito.

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Assisti o 1×01 e o 1×02 de Beverly Hills 90210 e esperarei sair o 1×03 de 90210 para fazer um comentário “mais profundo” da série.

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