Archive for the 'Review' Category

Temporada 2007/08 – The Big Bang Theory

The Big Bang Theory foi uma série com uma história engraçada para mim. Todos os anos, vejo todas as séries que vão estrear e procuro ver quais vão me agradar, mas The Big Bang Theory não entrou na minha lista o ano passado. A série não me agradou ! Mas ela fez sucesso (pelo menos no meu meio social) ! Não aguentava mais meu amigos falando da série, comentando os episódios, ou contando a nova do Sheldon. Eu decidi então assisti-la, e ADOREI !


A série tem como base a vida de Leonard e Sheldon, dois físicos que dividem o apartamento e vivem isolados do “mundo real”, preferindo o “mundo dos nerds” para se esconderem. Os poucos amigos que têm são Howard e Rajesh, companheiros deles na faculdade, e que dividem os mesmos gostos, tipo ‘Halo’. Mas a vida de Leonard e Sheldon vira de cabeça pra baixo quando uma linda (e burra) garota muda para o apartamento em frente ao deles.Leonard logo se apaixona por Penny, e esse amor impossível vai mudar toda a monotonia da vida dos dois e de seus amigos.

Eu me apaixonei por TBBT logo no terceiro episódio, fui vendo um atrás do outro e quando terminei a temporada (com gostinho de “quero mais”) me perguntei: PORQUE DIABOS NÃO GOSTEI DE TBBT QUANDO VI SUA SINOPSE ?

A resposta me pareceu lógica: a sinopse de TBBT não é capaz de descrever a complexidade da série. Ela não é uma série sobre ciência, nem uma sitcom fútil, nem a história de um amor improvável, nem qualquer outra coisa que a taxem. Ela é tudo isso sim, mas em sua devida proporção, reunidos a milhões de outras coisas, que fazem dela, uma das melhores séries de comédia que eu já vi na vida.

TBBT é uma série despretensiosa, leve, humor simples, que faz qualquer pessoa – até a mais rabugenta – rir. A ciência não é usada de forma a excluir o público, e sim de forma a adicioná-lo. Você não precisa entender absolutamente nada do que Sheldon e Leonard dizem para se divertir com a série (e é justamente por isso que você se diverte, por não entendê-los). Sheldon é talvez o personagem mais incompreendido e também o mais adorável da última fall season. Tem vezes que acho que ele fala outra língua. Vemos tudo da perspectiva de Leonard e Sheldon, mas estamos na perspectiva da Penny, pois ficamos mais perdidos do que ela quando vemos os dois discutirem.

Temos estereótipos ? O tempo todo ! Mas, por Deus ! Isso é uma sitcom, é essa a intenção da série, mostrar de forma caricata personagens do nosso cotidiano, que corremos o risco de esbarrar a cada dia. Penny não precisava ser tão burra (e linda) e nem Sheldon tão inteligente, mas são os exageros que fazem deles (e da série) perfeitos !

Nunca assisti “Two And A Half Man”, nem nunca tinha ouvido falar de Chuck Lorre antes, mas ele já um dos melhores roteiristas de séries, em minha humilde opinião. O elenco (também desconhecido, para mim) é de primeira qualidade e sua interação é perfeita. Os episódios são bem dirigidos, ágeis e com um ótimo tempo de comédia.

Sheldon (Jim Parsons) é sem dúvida nenhuma, o melhor personagem da série. Foi o que me motivou a assisti-la e o que continua me motivando a cada episódio. Tudo nele é engraçado, desde seus tiques, o seu jeito de ser, o fato de se sentir superior, suas piadas, e etc. Ele é a melhor coisa da série, a alma da série, o que a mantém em pé.

Aguardo ansiosamente pela segunda temporada de The Big Bang Theory.

Anúncios

“Flashpoint” – 1×01 – Scorpio

Flashpoint é o novo drama policial CBS, em parceria com a canadense CTV, se passa em Toronto, e teve na sua estréia 8,3 milhoes de expectadores, sendo a série lider de audiência nos EUA na última sexta.

Quando um amigo me ligou dizendo que era pra eu assistir uma nova série policial da CBS que tinha sido um sucesso de estréia eu logo fiquei com um pé atrás, afinal, se trata de mais uma série policial, entre tantas outras que lançam todos os anos, do gênero. Mas graças a minha sede por novas séries, aos mais de 8 milhões de expectadores que ela teve em sua estréia e ao Enrico Colantoni, eu decidi assistir ao episódio
. E me surpreendi.

Flashpoint não é uma série policial, que tem como objeto pessoas que servem para garantir a segurança. Ela é uma série sobre policiais, pessoas, como nós, com problemas, preocupações, motivações e tantos outros sentimentos surgindo a cada instante. A série dá destaque àquelas pessoas, e não suas profissões.

Os personagens fazem parte de uma cavalaria de elite da polícia de Toronto, e são chamados em casos mais complicados, com grandes riscos, como sequestros, bombas, resgate de reféns e etc. É quase uma Tropa de Elite do primeiro mundo (hehe). E eles vão, colocando suas vidas em risco, em nome do bem maior, a sociedade.

A fotografia da série é impecável, Toronto é uma cidade linda, e a produção usou isso em seu favor. A trilha sonora é um dos destaques do episódio. O enredo é brilhante, suspense, ação, drama, tudo ali está bem dosado. A narrativa foi executada de forma maestral. O episódio começa no momento em que o sniper se prepara para dar seu tiro fatal num croata que mantém uma mulher de refém. Corta a grande cena, e o episódio volta no tempo, de forma com que a gente entenda como aquele homem fez aquela mulher de refém e também conheça um pouco do homem que está prestes a puxar o gatilho.

As atuações são ótimas. O sniper, que teve sua história em destaque no episódio, segura bem a batata-quete jogada em seu colo, de conseguir impressionar o público no episódio de estréia. Enrico Colantoni, que vive o sargento Greg Parker, mostra mais uma vez sua incrível capacidade de atuação, e se destaca. Todo o elenco também consegue mostrar talento, embora o destaque do episódio esteja mesmo no sniper e no sargento.

NOTA DO EPISÓDIO: 9,0

DESTAQUE DO EPISÓDIO: O episódio em geral, e a maestria com que foi executado.

PIOR COISA DO EPISÓDIO: Nada.

PROMO:

Novas Séries – Temporada 2008/09 – “Do Not Disturb” | FOX |

“Do Not Disturb” é a nova sitcom da Fox, e tem estréia prevista para o fim de Setembro (encontrei duas datas diferentes em minha pesquisa, quando tiver uma data concreta farei um up neste post), mas entre tantos pilotos que vazaram “DND” estava lá.

A história da série é simples. Contar o que acontece em um famoso e movimentado hotel de Nova Iorque, as hsitórias engraçadas de seus funcionários e hóspedes. No meio disso tudo há uma rivalidade entre o gerente mala do hotel, Neal (Jerry O’Connell) e a RH Rhonda (Niecy Nash).

O piloto começa de vagar (quase parando, pra dizer a verdade), mas depois engrena. Nos primeiros minutos eu fiquei imaginando as piores críticas que faria do episódio aqui, mas isso não vai acontecer, porque a série me conquistou. Pra dizer a verdade, diria que a Rhonda me conquistou. A personagem é ótima, a atriz melhor ainda, com um timming para humor incrível, e por isso, salva grande parte da série. Já o gerente é um mala mesmo. Bem chatinho, do tipo de personagem que não devia existir numa sitcom, fora que para mim, suas piadas pareceram todas muito forçadas. O engraçado é que a dupla Neal+Rhonda é ótima. Acho que Niecy tem talento suficiente para os dois.

Há outros personagens ótimos: Molly, a gordinha que sonha ser recepcionista (e que tem uma voz incrível). Nicole, a recepcionista gostosa, burra e mal-humorada, Larry, o gay engraçadinho que brinca com sua própria situação, com frases recheadas de ironia, e Jason, um garoto do interior tentando se adaptar ao emprego e a cidade. Por falar em Jason, um dos momentos mais engraçados do episódio acontece entre ele e Rhonda, quando ela conta a história de um mendigo muito bem-dotado, quando vocês verem, entenderão.

NOTA DO EPISÓDIO: 7,5 (Pelo começo ruim)

DESTAQUE DO EPISÓDIO: Rhonda (Niecy Nash)

PIOR COISA DO EPISÓDIO: Neal (Jerry O’Connell)

TEASER: pra quem sabe inglês, vale a pena ver, pra ter um gostinho do que é a série:

“The Secret Life Of The American Teenager” – 1×01 (PILOT)

Finalmente cai um episódio na minha mão para que eu possa comentar, depois de tantos reviews de temporadas que eu ando fazendo, e (pra minha felicidade) é um episódio bom de uma série com potencial.

“The Secret Life Of The American Teenager” é uma série que estreiou na ABC Family (mesmo canal de “Kyle XY” e “Greek”) no dia 01/07, e já tem 6 episódios encomendados. A série conta a história de Amy ( Shailene Woodley, a Kaitlin, de “The OC”), uma adolescente de 15 anos que descobre estar grávida de gêmeos, e a partir dessa notícia, vemos como será o mundo da adolescente, e sua relação com sua família, amigos, e o problemático pai das crianças, Ricky (Daren Kagasoff). A série é assinada e produzida por Brenda Hampton (“7th Heaven” e “Mad About You”) e conta com nomes de peso, como Jorge-Luis Pallo (“The Unit”), Molly Ringwald, Mark Derwin (“CSI” e “Boston Legal”) e John Schneider (Johnatan Kent, “Smallvile”).

Eu gostei muito do pilot da série. Inclusive eu me assusto com isso, meu senso crítico desaparece toda vez que assisto uma série teen. E “TSLotAT” é uma série teen diferente de todas as outras que eu já vi, sua premissa já é diferente, ao mostrar a protagonista como uma adolescente que passa por um problema que algumas outras adolescentes passam, ela cria um outro patamar na televisão. As personagens são mais reais, e isso fica evidente no primeiro episódio. Você percebe que a família de Amy é uma típica família americana em todas as cenas que ela aparece, isso fica evidente pelas roupas, pelo diálogo, e principalmente pelo cenário aconchegante, não há nada de falso ali. Claro que a série não foge totalmente aos esteriótipos de séries teen, temos a menina má e superpopula Adrien, o capitão do time de futebol americano Jack(que aqui é um cristão fervoroso, ou pelo menos tenta ser), e a super-hiper-mega-religiosa Grace (que eu juro, sofre de transtorno de identidades!). São personagens que são apresentados, mas não têm suas histórias aprofundadas nesse episódio.

O episódio se concentra mesmo em Amy e a descoberta da gravidez ( a sinopse da série indica que será de gêmeos, mas essa informação não é dada nesse episódio) e dois garotos: Ricky e Ben. O primeiro é o pai do garoto, um garanhão incorrigível que toca bateria na banda da qual Amy faz parte, foi estuprado quando criança pelo pai, e desde então tenta sair com todas as meninas da escola para provar sua masculinidade, Rick e Amy se conhecem em um dos acampamentos da banda, e eles acabam trasando, ele foi a primeira vez dela, e ela só mais uma da lista dele. Já o Ben, é um típico estudante de american pie adolescente, quer ter sua primeira vez. Ele acaba apostando com um amigo que vai perder a virgindade com Amy, por quem acaba se apaixonando. Mas Ben vai acabar se envolvendo em uma confusão, já que as melhores amigas da protagonista-gestante pretendem fazer com que pareça que ele é o pai da criança, para que ela case com ele e tenha estabilidade.

Embora eu tenha gostado do episódio, não quer dizer que ele seja uma maravilha (nunca é), tem seus pontos fortes e fracos, mas no geral, foi agradável (como quase toda produção da ABC Family). As coisas que para mim não deram muito certo são: o casal pseudo-cristão Grace e Jake, Ela até que se salva e pode se dar bem na série, mesmo porque a personagem dela deve se revelar, porque não pode existir a santinha do pau oco que seja cheerleader, use roupas provocantes e seja contra o sexo, fora que a atriz que a interpreta é boa, e faz convincentemente o seu papel ( e tem como pai o supertalentoso John Schneider). Mas para o Jake eu não vejo futuro. Papel ruim, ator pior ainda, com sorte vira o palhaço da turma e renderá umas boas risadas. As duas amigas da Amy também não me convenceram, servem para dar uma boa dose de humor e para nada mais, espero que não ganhem destaque (leia-se perda de tempo) na série. Quanto a Adrien nada a falar, o papel dela no episódio foi basicamente fazer caras e bocas e poses sensuais, espero o 1×02 pra dar minha opinião sobre ela.

Se teve personagens que não deram certo, também teve os que foram ótimos. Os atores mais velhos (que já tiveram seus nomes citados acima) são excelentes e acho que vão se dar muito bem na série. Não tiveram muito destaque nesse pilot, mas eu acho que a descoberta da gravidez fará com que apareçam mais, nos próximos episódio, principalmente Anne (a mãe de Amy vivida por Molly Ringwald). Os protagonistas são ótimos, Woodley não é uma excelente atriz, mas convenceu fazendo a adolescente grávida, principalmente porque, ela tem que passar muitos sentimentos por expressões no episódio (como por exemplo a primeira cena, onde descobre que está grávida, que é muito boa). Outro ator que se destaca é Jorge-Luis Pallo, que vive o novo conselheiro, Sr. Mollina. Sua interação com os jovens é ótima, principalmente com Kenny Baumann (Ben), e suas cenas prometem. Aliás, o timming de humor de Baumann é ótimo, e o papel lhe cai como uma luva. Adorei também os seus amigos que são hilários, totalmente diferente da dupla de pé-no-saco amigas de Amy. E a japazinha das pesquisas (desculpe, o nome da personagem não foi apresentado, e nem consegui achar o nome da atriz) me conquistou ! Quanto a Kagasoff (Ricky), teve seus altos e baixos no episódio, não é um excelente ator, mas fez umas cenas boas. A única decepção é que faltou um mínimo de emoção na cena em que ele fala do seu trauma de infância, no psicólogo (que por sinal é ótimo, quero me consultar com ele já), alí Kagasoff poderia fazer a cena da sua vida (já que foi uma das cenas mais profundas do pilot), mas pisou na bola feio.

Outro ponto forte do episódio é a trilha sonora ! Tirando a Avril Lavigne (Brincadeira !) é simplesmente ótima. A gente percebe o peso de uma trilha sonora boa numa série na cena em quem Amy espera para se consultar no médico, cena que por sinal, é brilhante em sua execução.

Bem, ao fim, aconselho que assistam “The Secret Life Of The American Teenager”, não será um tempo desperdiçado!

NOTA DO EPISÓDIO: 8,7

DESTAQUE DO EPISÓDIO: Shailene Woodley (Amy)

A PIOR COISA DO EPISÓDIO: O Jack (Greg Finley)

UPDATE:

Para quem pediu números: Na sua estréia, a série teve 2,8 milhões de telespectadores, se tornando a melhor estréia de uma série na ABC Family e o segundo programa mais assistido da história da emissora, ficando atrás somente da season finale de Kyle XY que registrou 2,9 milhões.

UPDATE 2:

Um promo da série: