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90210 – 1×04 – “The Bubble”

É engraçado como uma série que estreou com tantos clichês conseguiu se livrar deles rapidamente, desde o episódio da semana passada eles são praticamente raros, e esse é um grande ponto para o sucesso de 90210.

A série é boa, tem personagens carismáticos, uma ótima fotografia (os caps de Beverly Hills são incríveis), uma boa trilha sonora, um bom roteiro, ou seja, é uma série boa. 90210 não tem nada de excepcional, nada de grandioso, apenas um roteiro bom, que a faz manter o nível, mas cada vez que eu assisto a um episódio, eu sinto que ela tem algo a mais, alguma coisa que a diferencia das outras. Ta muito cedo ainda para eu saber qual é o “algo a mais” de 90210, mas eu sei que ele existe, pois não me engano com isso (a última série que me deu essa sensação foi The OC).

Sobre o episódio, como dá pra perceber acima, ele conseguiu se manter na média dos últimos, foi bom sem ser espetacular.Os personagens ganham cada vez mais profundidade, assim como a história vai desenvolvendo suas primeiras tramas. O tempo de execução da série é espetacular, as cenas duram o tempo necessário, de forma que o episódio não fique cansativo.

Como bem sabem (quem acompanha o VeS), não assisti Beverly Hills 90210 (Barrados no Baile), mas dou um destaque imenso aqui para os veteranos. Brenda mostrou uma maior importância nesse episódio (até então ela era só a amiga da Kelly), e eu estou pressentindo que ela vai causar alguma confusão. Kelly eu acho simplesmente sensacional. Não sei qual era o seu papel em Beverly Hills 90210, mas eu sei que nessa nova série, ela é fundamental. A cada episódio, aguardo ansiosamente pela próxima cena de Kelly e Ryan.

Annie é bem chatinha, e tão apagada que dá até dó – sou eu que implico com as protagonistas ou elas são todas chatas mesmo ? -, Dixon tem um potencial enorme, mas nunca chega lá. Até em um episódio que ele promete ser destaque, ele fica meio apagadinho – que pena ! -. As personagens mais sensacionais continuam mesmo sendo Kelly, a sempre incrível Tabitha Wilson e Silver – que esteve beeem apagadinha nesse episódio. Acho que nunca falei de Ethan aqui, também, ele é tão insignificante para a história, ele sempre parece estar desatualizado com os dramas do amigo, como se tivesse uma série só sua. E Naomi ? AnnaLynne McCord teve aulas de interpretação ? Essa semana até que ela foi boazinha.

E o pai do filho da Kelly é o………. DYLAN ! Ta ! E daí ? Acho que esse foi um tipo de drama criado para agradar aos expectadores de Beverly Hills 90210, uma vez que essa descoberta não mudou em nada – para mim – no episódio, ou na série. Prefiro mil vezes a Kelly com o Prof. Ryan – mesmo não conhecendo o Dylan. Pelo menos eles sacaram que continuar com o “mistério” era inútil e revelaram logo.

Gostei muito de 90210, o meu problemas as vezes é ser crítico demais com a série. Sempre assisto aos episódios com quatro pedras na mão. Mas acho que ela merece que eu simplesmente curta assisti-la, já que ela me mostrou que vem mantendo um bom nível desde então, e que consegue ser boa, mesmo sem ser inovadora ou surpreendente.

Acho que estou começando a amar Beverly Hills.

P.S.: Cada vez mais viro um fã de Tabitha Wilson e de Jéssica Walter. Ela é sensacional.

P.S. 2 : Por incrível que pareça, senti saudades de Navid no episódio. Não tinha dado muito valor ao personagem até então.

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90210 – 1×03 – “Lucky Strike”

Depois de muita expectativa acerca da estréia, de um (dois, na verdade) muito bom, 90210 volta para a sua segunda semana (3º episódio) com uma noticia não muito boa para a CW, a série caiu 33% em audiência, em comparação a primeira semana. Mas não entendo o motivo, pois o episódio não foi ruim, teve sim seus momentos forçados, mas no todo, foi muito bom.

Para começar, vamos falar das “partes ruins do episódio”: alguns clichês ainda sobreviveram: a adolescente descobrindo a infidelidade do pai, que é encoberta com “mimos”, que fazem a mãe ficar calada; o romance bobo de dois professores que parecem adolescentes, agravado pelo drama “não sei se você está pronto para conhecer meu filho”; e os pais que sentem que estão perdendo os filhos e tentam de forma desesperada prendê-los a eles, mas que no final descobrem que deixá-los livres é melhor. Esses são os únicos clichês do episódio (considerando a quantidade absurda dos primeiros). Os episódios da semana passada estavam cheios de clichês, mas a diferença é que se naqueles eles pareceram “bonitinhos”, nesse episódio, eles incomodam, e muito, principalmente pelo fato de ainda existirem. A diferença é o tratamento diferenciado dado a eles. Embora algumas cenas fossem previsíveis, os finais eram surpreendentes. Aí está um grande diferencial de 90210, e com isso, a série sobe uma estrelinha no meu conceito. Os poucos clichês usados no episódio, foram usados de propósito, para os produtores “brincarem” com a gente.

Acho que daqui para frente, a série tem que tomar cuidado com uma coisa: o romance de Kelly e Mr. Matthews, há uma linha tênue dividindo-o entre “bonitinho” e “chato”. Cuidado pra não fazerem os únicos adultos do elenco parecerem adolescentes. (Eu gosto do casal, por enquanto, mas tenho medo do futuro deles).

Até aqui falei das partes ruins do episódio, mas agora vou falar das boas – Que graças à Deus foram muitas. O grande destaque do episódio foi Silver e seu drama particular. A forma como sua história foi contada e a interpretação de Jéssica Stroup deu algo a mais para a trama. O que fez com que ela se destaque incrivelmente com relação ao resto do elenco. Fora que Silver e Kelly (Jennie Garth) – que também é brilhante em cena – fazem uma dupla perfeita. Então, esse já pode ser o primeiro gancho da série – já que eu torço para que não dêem muito destaque para a história de Naomi -. A família Wilson, mesmo passando por um drama (ao menos aos olhos de Debbie) consegue ser fantástica. As cenas do boliche foram leves e descontraídas, e o tempo voava quando você as assistia.

Quanto a atuação, troféu para Jéssica Stroup e Jennie Garth (citadas acima), pois salvaram o episódio de ter apenas interpretações medianas. AnnaLynne McCord (Naomi) tem uma atuação incrivelmente forçada e amadora, tudo o que a personagem prometia nos primeiros episódio foi por água abaixo. – Mas adoro Naomi, que pode render muita coisa, se AnnaLynne não acabar com tudo.-  Ethan é sem sal. Annie sem graça e chata – além de indecisa. Ela está com o Ty e fica mordida de ciúmes ao ver Naomi e Ethan. – Dixon melhorou muito hoje, principalmente quando conta sua história à Silver.

Mas eu tenho certeza absoluta que os dramas da família Wilson seriam infinitamente mais divertido se contássemos com a presença de Thábita. Que falta a incrível Jéssica Walther fez nesse episódio.

Bem, 90210 começou muito bem, teve um na sua segunda semana um episódio tão bom quanto os primeiros. Tomara que vá mantendo o ritmo daqui pra frente. Pois, se ela já caiu na audiência, imagine quando concorrer com House, por exemplo. Torço muito pelo sucesso da série, que já mostrou ser ótima.